
Sim, está muito caro! Mas será que eu compro o mais barato?
Fique atento quando for comprar. Com essa alta nos preços do azeite, hoje encontramos diversas marcas que não estávamos acostumados a encontrar, com origens de vários países, e ao optar pelo mais barato muitas vezes compramos produtos de baixa qualidade ou até que são blends de óleos (misturas).
Aqui vão algumas dicas fundamentais para fazer uma boa escolha:
1. Tipo de azeite
- Azeite Extra Virgem: É o mais puro e de melhor qualidade. Possui acidez inferior a 0,8% e mantém todas as suas propriedades benéficas.
- Verifique se está escrito “azeite extra virgem” e observe a acidez (quanto mais baixa, melhor — idealmente abaixo de 0,5%).
- Evite os que dizem apenas “Azeite” ou “Azeite refinado”, pois são de menor qualidade e podem conter misturas com óleos refinados.
2. Embalagem
- Escolha garrafas de vidro escuro ou embalagens opacas: elas protegem o azeite da luz, que degrada a sua qualidade.
- Evite azeites em embalagens plásticas transparentes.
3. Rótulo e Origem
- Na medida do possível, prefira azeites com indicação de DOP (Denominação de Origem Protegida) ou IGP (Indicação Geográfica Protegida) — garantem origem controlada e qualidade superior.
4. Data de colheita e validade
- Quanto mais recente a colheita, melhor. O ideal é consumir azeite até 18 meses após a extração.
- Verifique a data de validade, mas também procure por “data de colheita” no rótulo.
5. Aroma e sabor
- Um bom azeite extra virgem tem aroma frutado (maçã verde, erva, amêndoa) e sabor levemente picante ou amargo — sinais da presença de polifenóis antioxidantes.
Minha sugestão é que você use o bom senso. Um azeite para fazer um molho de tomates ou saltear legumes no dia a dia precisa ser de qualidade mas não precisa ter o melhor rótulo. Esse você deve servir para degustar com pães italianos, finalizar um bacalhau ou uma salada, ou seja, momentos em que você e seus convidados podem sentir o sabor do azeite puro.




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